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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo, dizem geólogos

Reserva Alter do Chão tem volume de 86 mil km³ de água potável.
Quantidade permitiria abastecer população mundial por 100 vezes.

 



Aquífero Alter do Chão é o maior reservatório de água do planeta

Pesquisadores do Pará e do Ceará descobriram que a Amazônia tem o maior reservatório subterrâneo de água do planeta.

O aquífero Alter do Chão já era conhecido dos cientistas. Eles só não sabiam que era tão grande.
Em nenhum outro lugar ela é tão farta. Tirando as geleiras, um quinto da água doce existente no mundo está na Amazônia. Parece muito, mas os rios e lagos do lugar concentram só a parte visível desse tesouro.
Debaixo da terra existem lagos gigantes, de água potável, chamados aquíferos.
Até agora, o maior do planeta era o Guarani, que se espalha pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Mas, um grupo de pesquisadores acaba de revelar que o aquífero Alter do Chão, que se estende pelo Amazonas, Pará e Amapá, é quase duas vezes maior.
"Isso representa um volume de água de 86 mil quilômetros cúbicos. Se comparado com o Guarani, por exemplo, ele tem em torno de 45 mil quilômetros cúbicos”, explicou Milton Mata, geólogo da UFPA
A maior parte do aquífero Guarani, no sul do Brasil, está debaixo de rocha. Já no aquífero na Amazônia tem terreno arenoso. Quando a chuva cai, penetra com facilidade no solo. A areia faz uma espécie de filtro natural. A água do reservatório subterrâneo chega limpa, boa para beber.
Perfurar o chão de areia é fácil e barato. O poço nem precisa de estação de tratamento químico. Na casa de Márcia a água sai direto para torneira. “Pode beber. É bem limpinha”, contou.
Dez mil poços particulares e 130 da rede pública já usam o aquífero para abastecer 40% da população de Manaus. Mas a maior parte da cidade ainda depende da água dos rios.
“Você pode abastecer todas as cidades da Amazônia com Alter do Chão sem problema e deixar de usar águas superficiais que estão todas contaminadas”, falou o geólogo.
Agora, os pesquisadores querem ajuda da Agência Nacional de Águas e do Banco Mundial para concluir o estudo. Num planeta ameaçado pelo aquecimento, o aquifero Alter do Chão é uma reserva estratégica.

 

fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/05/aquifero-alter-do-chao-e-o-maior-reservatorio-de-agua-do-planeta.html

 


Manchete: Há 30 anos, eclodia a Guerra das Malvinas, entre Argentina e Reino Unido. Os britânicos têm a posse das ilhas, mas a disputa permanece.
 
Uma disputa de quase 200 anos entre Argentina e Reino Unido ganhou novo fôlego perto do ani­versário de 30 anos da Guerra das Mal­vinas. Em dezembro de 2011, o governo britânico anunciou que está renovando seus planos de defesa em relação às ilhas Malvinas, no sul do oceano Atlântico, para reagir a um acordo feito entre os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Todos os membros do bloco passaram a proibir a passagem de embarcações com bandeira das Malvinas em seus portos, como medida de apoio à Argentina, que reivindica internacional­mente seu domínio sobre as ilhas.

O arquipélago, que fica a 400 quilôme­tros do litoral sul argentino, passa por um longo histórico de disputas. O primeiro a aportar nas Falklands (como as ilhas são chamadas pelos britânicos) foi o capitão inglês John Strong, em 1690. Depois, o local foi colonizado por franceses e, pos­teriormente, vendido à Espanha. Com a independência do domínio espanhol, em 1816, os argentinos declaram sua soberania sobre as Malvinas. Mas, em 1833, a Mari­nha britânica toma posse das ilhas.
A tensão permaneceu latente. Em 2 de abril de 1982, o Exército argentino invadiu a região e deu início à Guerra das Malvi­nas. As forças argentinas, basicamente compostas de recrutas do serviço militar, foram derrotadas e se renderam em 14 de junho. Ao final do conflito, morreram 649 soldados argentinos e 255 britânicos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Usina Belo Monte

videos sobre a Usina Belo Monte do programa Fantastico da Rede Globo
video 1: http://www.youtube.com/watch?v=7tm83yGPNaw
video 2: http://www.youtube.com/watch?v=LVJQDi13SBU&feature=relmfu
bjos e abraços

BRICS (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul)



Brics discutem criação de Banco de Desenvolvimento em cúpula da Índia

Iracema Sodré
Enviada especial da BBC Brasil a Nova Déli
Atualizado em  27 de março, 2012 - 07:33 (Brasília) 10:33 GMT
Foto: Dilma recebeu um 'bindi' ao chegar em Nova Déli

A presidente Dilma Rousseff chegou nesta terça-feira a Nova Déli, na Índia, para participar da Quarta Cúpula dos Brics (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), um encontro que deve ser dominado por discussões sobre como estimular o crescimento econômico de forma sustentável e equilibrada.
Ao chegar ao hotel Taj Palace, na capital indiana, Dilma recebeu o tradicional bindi no centro da testa (uma pequena marca feita com pigmento vermelho, símbolo de proteção e energia), um colar de flores e pétalas de rosa.
Os líderes dos cinco países do bloco Brics - além da presidente brasileira, participarão do encontro o premiê indiano, Manmohan Singh, e os presidentes Dmitri Medvedev, da Rússia, Hu Jintao, da China, e Jacob Zuma, da África do Sul – discutirão a criação de um banco de desenvolvimento do bloco, dedicado a investir em projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países pobres e emergentes.
A expectativa é de que os líderes assinem uma declaração sobre a intenção de criar o Banco de Desenvolvimento dos Brics, que funcionaria como uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, mas sem definir os detalhes.
"A criação do Banco de Desenvolvimento dos Brics deve virar realidade em cerca de três anos. A intenção é ter dinheiro para investir nos próprios países do grupo e em outros países em desenvolvimento", diz Fabiano Mielniczuk, coordenador de pesquisa do Brics Policy Center, uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e da PUC/RJ.
"Até o momento, estes países foram forçados a se submeter a políticas de condicionalidade, tendo de cumprir exigências feitas pelo Banco Mundial ou o FMI em troca de empréstimos. Isso não aconteceria com o banco dos Brics."
Está prevista ainda a assinatura de atos em relação a um tema que vem sendo discutido desde a realização da primeira Cúpula dos Brics: a criação de mecanismos para facilitar o comércio e o financiamento em moeda local de investimentos realizados entre os países do bloco.

Rio+20

Às vésperas da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (que acontece em junho, no Rio de Janeiro), a pauta de discussões dos Brics também incluirá temas ligados à economia verde (que prevê a utilização do meio ambiente para gerar riqueza, sem degradação) como forma de distribuir renda e gerar inclusão social.
"Isso envolve a transferência de tecnologia de países ricos para aqueles em desenvolvimento. Nesse sentido, os outros países dos Brics têm muito a aprender com a China, que polui muito, mas investe pesado em pesquisa para migrar para tecnologia limpa", diz Mielniczuk. Também serão discutidas questões relativas a paz e segurança global, incluindo a situação na Síria e no Irã.
Paralelamente à cúpula dos Brics, está programado um fórum financeiro, com a participação de presidentes de bancos centrais dos países. Haverá ainda um fórum empresarial, que contará com a presença de 60 executivos do Brasil.
Na sexta- feira, Dilma deve assinar uma série de acordos bilaterais com a Índia. O termo Brics foi criado há dez anos pelo economista do banco Goldman Sachs Jim O’Neill, que previu, na época, que Brasil, Rússia, Índia e China (a África do Sul só foi adicionada ao grupo em 2011) iriam impulsionar a economia mundial nas décadas seguintes. O’Neill previa que os Brics chegariam a representar coletivamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) global, em relação a seus então 8%. Na verdade, apesar da crise financeira global de 2008/2009, este número foi superado, chegando a 19%. Segundo estimativas do FMI, em 2012, os países dos Brics deverão responder por 56% do crescimento da economia mundial, enquanto os países do G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) deverão ser responsáveis por apenas 9% do crescimento.
Fonte: BBC Brasil em 28 de março de 2012

dica de estudo em casa..... organize seu estudo!!!!

terça-feira, 20 de março de 2012

OIM: Migração na América do Sul deve superar saída para Europa e EUA

Atualizado em  20 de março, 2012 - 05:08 (Brasília) 08:08 GMT
Controle de imigração
Crescimento econômico e facilidade para obter documentação atraem imigrantes
O diretor da Organização Internacional de Migração (OIM) para América do Sul, o uruguaio Juan Artola, disse que existe hoje uma tendência a maior migração regional e, ao mesmo tempo, tendência ao menor fluxo de emigrantes sul-americanos para os países da Europa e dos Estados Unidos.
"É uma tendência que ocorre por um conjunto de fatores, que inclui maiores oportunidades na América do Sul num momento em que ficou mais difícil conseguir trabalho e a chance de imigrar para a Europa e para os Estados Unidos", disse Artola em entrevista à BBC Brasil.
Segundo ele, nos últimos anos aumentou a migração intra-regional na Argentina, Brasil e, em certa medida, também no Chile e no Uruguai.
Todos absorveram mão-de-obra regional, de acordo com o diretor da OIM.
Artola observou que o crescimento econômico registrado na última década nos países da América do Sul e a facilitação para conseguir documentos de residência contribuíram para esta migração intra-regional.
"Essa imigração intra-regional é um fato inédito nos últimos 30 ou 40 anos, mas coincide com o crescimento econômico e o impulso do processo de integração do Mercosul e da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração)", disse.

Menos burocracia

O diretor da OIM lembrou que nos últimos anos os trâmites burocráticos para um imigrante se estabelecer no país vizinho foram simplificados a partir de acordos do Mercosul e da Aladi.
"Estes fatores, somados ao problema do emprego na União Europeia e nos Estados Unidos, fizeram com que muitos imigrantes preferissem um país da região. Seja pela oportunidade ou pela distância", afirmou.
Para ele, apesar da desaceleração de algumas economias regionais em 2011 e a perspectiva deste ritmo continuar em 2012, este fluxo de migração intra-regional não deverá ser afetado.
"Não percebemos que esta tendência vai diminuir. Ao contrário", disse.

Jovens

Nos últimos dez anos, cerca de 700 mil sul-americanos migraram para um país da própria região. Deste total, 500 mil mudaram-se para a Argentina na última década.
"Meio milhão de paraguaios, bolivianos e peruanos chegaram à Argentina em busca de oportunidades. Hoje, a população total de imigrantes representa aproximadamente 4,5% da população nacional argentina", disse.
Estima-se que a maioria tenha idades entre 20 e 35 anos. No caso de Buenos Aires, a maior presença de imigrantes sul-americanos é observada nos trabalhos nos salões de cabeleireiro, nos supermercados e nas universidades públicas do país, por exemplo.
No Brasil, disse Artola, ocorre a mesma tendência a maior presença de imigrantes sul-americanos, mas em menor escala.
"Não pelo idioma (português), mas pela distância. Esta imigração poderia ser maior em São Paulo se não fosse a distância (para os países vizinhos)", disse.
Estima-se que o Brasil tenha registrado nos últimos anos a chegada de 75 mil imigrantes.
"O Brasil vai continuar recebendo imigrantes da região, de outros países e continentes", disse. "Os brasileiros, filhos de japoneses, que tinham ido para o Japão estão voltando. Espanhóis e africanos procuram oportunidades no Brasil e na Argentina. Mas no caso do Brasil, que tem quase 200 milhões de habitantes, esta proporção é menor em comparação aos outros países da região", afirmou.
Ele entende que a proporção de espanhóis e de africanos ainda é pequena e ainda não foi estimada numericamente.

Uruguai, retorno

Na sua visão, os países da região estão podendo absorver a mão-de-obra que chega dos países vizinhos tanto em obras como em trabalhos domésticos, entre outros setores.
"No Uruguai, os peruanos trabalham na pesca e paraguaios e bolivianos muitas vezes em empregos domésticos", disse.
Recentemente, autoridades uruguaias do governo do presidente José "Pepe" Mujica discutiram sobre a necessidade de estimular a imigração para tentar "povoar" o país, onde vivem cerca de 3 milhões de habitantes.
O diretor regional da OIM disse que vem sendo observado ainda o retorno aos seus países de habitantes que estavam na Europa ou Estados Unidos.
"Dez mil uruguaios retornaram ao Uruguai nos últimos dois anos. É um número alto na proporção total dos habitantes do país", afirmou.
No Chile, apesar da rivalidade histórica entre os dois países, é detectada quantidade crescente de peruanos trabalhando em diferentes setores.
"Em muitos dos países da região, como Uruguai e Chile, a taxa de natalidade caiu, e a imigração chega em bom momento", afirmou.
Artola antecipou à BBC Brasil que os dados completos da migração intra-regional serão divulgados pela OIM em abril.
fonte: BBC Brasil